ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO E ANÁLISE DA ESCRITA MANUAL

ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE UM PROCEDIMENTO DE AVALIAÇÃO E ANÁLISE DA ESCRITA MANUAL

Monique Herrera Cardoso

Simone Aparecida Capellini

Apresentador: Monique Herrera Cardoso

Eixo: Estudos com conclusões finais

Tipo de Apresentação: Oral Resumo:

INTRODUÇÃO: O ato de escrever é a capacidade do sujeito expressar seus pensamentos e ideias, sendo fundamental para o sucesso na escola, no mercado de trabalho e para participação na sociedade moderna (KIM; AL OTAIBA; WANZEK, 2015).  Um estudo realizado com crianças de ensino fundamental (OVERVELDE; HULSTIJN, 2011) identificou que a escrita manual se desenvolve rapidamente durante o primeiro ano escolar (idade de 6 a 7 anos), evolui por volta do 7 a 8 anos e torna-se automática e organizada por volta dos 8 a 9 anos. A partir do momento em que a caligrafia se torna automática, o escritor não precisa mais se concentrar conscientemente sobre a mecânica da escrita e, consequentemente, libera recursos de memória de trabalho e atenção para o processo de escrita de alto nível (como, por exemplo, a revisão do texto escrito), garantindo, dessa forma, um texto melhor escrito (MCCARNEY et al.,  2013). Entretanto, mesmo com uma prática adequada, a literatura aponta que cerca de 5% a 30% de crianças com idade escolar podem apresentar dificuldades quanto ao desenvolvimento da escrita manual (DUISER et al.,2014; OVERVELDE; HULSTIJN, 2011), e consequentemente tendem a ficar frustradas ao tentar colocar suas ideias no papel, inibindo sua capacidade de compor textos (MEDWELL; WRAY, 2008). Dificuldades contínuas podem levar à prejuízos como legibilidade ruim, velocidade reduzida, queixas de dor, tensão e/ou desconforto durante a escrita, baixa auto-estima, menor motivação para atividades que envolvem a escrita e efeito negativo sobre o desempenho acadêmico (SHEN; LEE; CHEN, 2012; VAN HARTINGSVELDT et al., 2015). Estudos recentes (HOWE et al., 2017)  apontam que esta alta prevalência de dificuldades com a escrita manual em escolares deve-se as habilidades percepto-viso-motoras defasadas (BO et al., 2014), interferindo tanto na qualidade da caligrafia (MALDARELLI et al., 2015) quanto na velocidade de escrita (BROWN; LINK, 2016), ou seja, quanto melhor o desempenho em testes padronizados de percepção visual ou integração motora visual, as crianças escreviam mais rápido e produziam letras mais legíveis do que seus pares com pontuações mais baixas (DUISER et al., 2014; GREWAL; VIG; SAINI, 2014). Atualmente, no Brasil, além da escassez de procedimentos de avaliação da escrita manual, existem procedimentos que estão disponíveis apenas para pesquisa, impossibilitando o uso por parte do profissional da educação e da saúde, por exemplo: a Escala de Disgrafia (LORENZINI, 1993). Até o momento da realização da pesquisa, não se encontrou um instrumento único que possa ser utilizado para avaliar a escrita manual e também as habilidades de função motora fina e percepto-viso-motoras. Portanto, torna-se necessário a elaboração de um procedimento único de avaliação, para que se conheça o perfil caligráfico dos escolares, de acordo com a faixa etária, identifique quem são os escolares que apresentam o diagnóstico de disgrafia e se as habilidades de função motora fina e/ou percepto-viso-motoras estão defasadas, pois assim, a partir da identificação, seria possível que educadores e profissionais da área da educação planejassem orientações e estratégias adequadas para cada escolar. OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivo principal elaborar um instrumento de avaliação para análise da escrita manual para escolares do ensino fundamental, com idade entre 9 a 14 anos e, para tanto, apresentou-se na forma de dois estudos: O Estudo 1 teve como objetivo a elaboração de um instrumento de avaliação; E o estudo 02 caracterizar o perfil e comparar o desempenho dos escolares do ensino fundamental I e II no procedimento elaborado. MÉTODOS: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Para o Estudo 01, primeiramente se fez necessário realizar um levantamento de estudos anteriores que avaliaram a escrita manual, a habilidade percepto-viso-motora e/ou a função motora fina. Este levantamento foi realizado nas bases de dados da Scielo, Google Scholar, Science Direct, Medline e consulta a livros publicados, com o intuito de conhecer como os estudos tem investigado tais habilidades, se fazem uso de estratégias ou de instrumentos de avaliação e quais são seus critérios de análise. Após a leitura dos textos foram selecionas as tarefas que compuseram o PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO DA LEGIBILIDADE DA ESCRITA (PALEG), sendo distribuídas em três baterias: Bateria de avaliação da escrita manual (BAT-EM), Bateria de avaliação da função motora fina (BAT-FMF) e a Bateria de avaliação da habilidade percepto-viso-motora (BAT-PVM). A fim de detectar eventuais erros e os aspectos práticos, do procedimento elaborado, o estudo piloto foi realizado. Ao final, foram avaliados vinte e três escolares, provenientes de duas escolas públicas, matriculados do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental, entre a faixa etária de 09 anos a 14 anos e 11 meses, de ambos os gêneros. Houve um cuidado da pesquisadora em realizar a aplicação do procedimento ao final do segundo semestre do ano letivo (no mês de outubro), para que os escolares, principalmente os de 9 anos de idade, já tivessem tempo de automatizar a escrita. A aplicação do procedimento se deu em grupos compostos por quatro escolares (com exceção das tarefas que foram necessárias à aplicação individual), realizada em uma sala cedida pelas escolas participantes. Foram utilizados três dias para a aplicação do PALEG, sendo um dia destinado para a aplicação da bateria de escrita, o segundo dia para a bateria de função motora fina e o terceiro dia para a bateria perceptoviso-motoras. A cada explicação das tarefas, os escolares poderiam questionar, caso não compreendessem o que estava sendo solicitado, e ao final de cada bateria eles eram questionados sobre a dificuldade de realizar o que foi proposto e se havia alguma sugestão para melhorar a compreensão do procedimento. Para o estudo 02, a coleta de dados foi realizada nas mesmas escolas em que se aplicou o estudo piloto, visto que os coordenadores pedagógicos, diretores, vice-diretores e professores das duas escolas públicas já tinha o conhecimento sobre os objetivos da pesquisa e os detalhes sobre os procedimentos de coleta de dados. Partindo da proposta de avaliar escolares de 9 anos de idade até 14 anos e 11 meses, os pais e/ou responsáveis pelo escolares matriculados do 3º ano do ensino fundamental I até o 9º ano do ensino fundamental II foram contatados por meio de uma carta, enviada pelos alunos, na qual continha informações e esclarecimentos sobre os objetivos da pesquisa e detalhes dos procedimentos de coleta e o termo de consentimento livre e esclarecido. Os escolares que participaram da pesquisa entregaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado pelos pais ou responsáveis e o termo de assentimento assinado pelos próprios escolares com idade a partir de 12 anos. Como critério de inclusão, os escolares não poderiam apresentar anotações em seus prontuários escolares referentes à presença de deficiência sensorial, motora ou cognitiva, queixa auditiva, visual ou motora e, ainda, não poderiam ter feito nenhuma intervenção (clínica e/ou pedagógica) para questões caligráficas. Caso o escolar não se enquadrasse em um desses critérios de seleção ele não seria selecionado para essa etapa da pesquisa. Diante dos critérios, participaram 210 escolares, matriculados do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental, entre a faixa etária de 09 anos a 14 anos e 11 meses, de ambos os gêneros, os quais foram divididos em 6 grupos, levando em consideração a faixa etária, sendo eles G9 (38 escolares com idade entre 9 anos e 9 anos e 11 meses), G10 (44 escolares com idade entre 10 anos e 10 anos e 11 meses), G11 (40 escolares com idade entre 11 anos e 11 anos e 11 meses), G12 (39 escolares com idade entre 12 anos e 12anos e 11 meses), G13 (24 escolares com idade entre 13 anos e 13 anos e 11 meses) e G14 (25 escolares com idade entre 14 anos e 14 anos e 11 meses). A aplicação do PALEG se deu em grupo para a BAT-EM (exceto a tarefa 01, pois foi coletada individualmente) e para a BAT-PVM, as quais foram realizadas dentro de sala de aula, durante o turno escolar, em horário previsto anteriormente e com a presença do professor, utilizando 50 minutos para cada uma das baterias (tempo de uma aula). Já a BAT-FMF foi realizada individualmente, em uma sala cedida pelas escolas participantes, durante o turno escolar, totalizando 15 minutos, no máximo, do aluno fora de sala de aula. Após a finalização da coleta de dados, os mesmos foram analisados quanto ao desempenho em cada tarefa. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O resultado do estudo 01 se deu com a elaboração das provas que compuseram o PALEG, sendo que para o BAT-EM (Bateria de avaliação da escrita manual) optou-se por uma tarefa de escrita do alfabeto, visto que segundo a literatura (PURANIK; PETSCHER; LONIGAN, 2013) é preciso, no mínimo, saber escrever as letras para ser capaz de escrever qualquer coisa. Dessa forma, essa deveria ser a primeira tarefa a ser executada pelos escolares. A tarefa 2 (escrita do nome próprio e sobrenome) e a tarefa 3 (escrita dos algarismos), foram escolhidas para avaliação da qualidade da escrita quando esta é exigida pela memória, ou seja, algo que o sujeito já escreveu inúmeras vezes. A literatura relata que a escrita do próprio nome é a primeira palavra que a criança aprende a escrever (BLOODGOOD, 1999; PURANIK; LONIGAN, 2012; TREIMAN; BRODERICK, 1998), já que ela é exposta repetidamente a seus nomes em casa e na escola em comparação com outras palavras (BLOODGOOD, 1999; TREIMAN; BRODERICK, 1998). Foram inseridas ainda uma tarefa de cópia (4) e uma tarefa de escrita espontânea (5), pois são consideradas eficazes para avaliação da qualidade da escrita (PÈREZ, 1983). A escolha pela letra cursiva nas tarefas 1, 2, 4 e 5, se deu pela idade e escolaridade destinada o instrumento, pois de acordo com o Ministério da Educação (MEC – Brasil), essa tipologia de grafia já foi ensinada aos escolares com escolarização superior ao 3º ano do ensino fundamental (PRALER, 2007). Além disso, a escrita com letra cursiva, segundo estudo (DEUEL, 1995), por ser conectada e fluida, traz vantagens aos escolares, pois, após a produção de uma letra, não precisam levantar o lápis para escrever a letra seguinte, o que, consequentemente, reduz o espaçamento entre as palavras, favorecendo, portanto, maior ritmo e velocidade de escrita (ALMEIDA et al., 2013).Ainda dentro do BAT-EM, além da análise da legibilidade de escrita serão tomadas medidas de velocidade de escrita, pois a fluência com que o escolar escreve pode ser considerada um excelente indicador da qualidade da composição escrita (GRAHAM et al., 1997; JONES; CHRISTENSEN, 1999; PURANIK; AL OTAIBA, 2012). Foram inseridos as baterias de avaliação das habilidades motoras finas (BAT-FMF) composta pela tarefa 06 – encaixe de pinos, Tarefa 07 – uso de prendedor, Tarefa 08 – fechar e abrir uma garrafa pet, Tarefa 09 – recorte de figuras com as mãos e Tarefa 10 – recortar e dobrar papel ao meio, e ainda as tarefas da bateria de avaliação das habilidades percepto-visomotoras (BAT-PVM), sendo elas a Tarefa 11 – preenchimento de figuras, Tarefa 12 – três movimentos básicos e a Tarefa 13 – copiar diferentes formas. De acordo com a literatura (SOVIK, 1975; THOMASSEN; TEULINGS, 1983) essas tarefas são essenciais para escrita, uma vez que podem auxiliar os escolares a distinguir visualmente as formas gráficas, realizar possíveis correções e a formar as letras com precisão (TSENG; CHOW, 2000). Além disso, dificuldades nessas habilidades poderiam prejudicar a escrita manual do escolar. A realização do estudo piloto foi essencial para que pudesse verificar a aplicabilidade e compreensão do procedimento. As sugestões dos escolares foram pertinentes, gerando pequenas modificações na versão final do PALEG.

No estudo 02, após a aplicação das provas do PALEG foi possível observar que em quase todas as tarefas propostas pela BAT-FMF e pela BAT-PVM, os escolares de 9 anos são os que se apresentam com desempenho inferior em comparação aos demais grupos, sendo a tarefa de colocar algodão em prendedores (tarefa 07) a que melhor discriminou o desempenho dos escolares na habilidade de função motora fina, mostrando que escolares de 9 e 10 anos de idade apresentam média de desempenho semelhantes e inferior aos escolares de 11, 12, 13 e 14, já os escolares de 11 e 12 anos se mostraram com desempenho semelhantes e inferior os escolares de 13 e 14 anos e, estes, por sua vez, mostraram desempenho semelhante e superior aos demais escolares. Dentre todas as tarefas propostas da BAT-PVM, a que melhor discriminou o desempenho dos escolares na habilidade percepto-viso-motora foi a de cópia de formas complexas livre sem tracejados (Tarefa 13), mostrando que escolares de 9 anos de idade apresentaram desempenho inferior a todos os demais grupos. Há um aumento no desempenho dos escolares de 10, 11 e 12 anos de idade (os quais se mostraram semelhantes entre si), aos 13 anos de idade o desempenho se mostrou ainda em ascensão, entretanto, aos 14 anos de idade o desempenho na tarefa foi inferior aos dos escolares de 13, se aproximando e sendo semelhante ao dos escolares de 10, 11 e 12 anos de idade. Esse desempenho inferior por parte dos escolares mais jovens (9 e 10 anos de idade) pode ser justificado pelo fato que a habilidade da percepção visual ainda está em fase de desenvolvimento, pois esta atinge seu nível adulto por volta de 11/12 anos de idade (DELIBERATO, 2000; TSAI; WILSON; WU, 2008). Já nas tarefas da BAT-EM foi possível notar que na tarefa 01 (escrita do alfabeto), na tarefa 03 (escrita dos algarismos), na tarefa 04 (cópia do texto) e na tarefa 05 (produção textual) os escolares mais velhos (11, 12, 13 e 14 anos de idade) apresentaram mais letras/ algarismos/ palavras ilegíveis quando comparados com os mais jovens (9 e 10 anos de idade). Somente na tarefa 02 (escrita do próprio nome) os escolares de 9 e 10 anos de idade escreveram menos nomes e com legibilidade inferior, quando comparado com os escolares mais velhos (13 e 14 anos). Uma justificativa para esse desempenho inferior dos escolares mais velhos pode ser diante a essa faixa etária esses escolares já adquiriram o seu próprio estilo de caligrafia (SIMONNET; ANQUETIL; BOUILLON, 2017), e suas características individuais (tais como gênero sexual, preferências, nível de habilidade e prática com a escrita, coordenação motora, motivação e entre outras), podem interferir na qualidade e velocidade da escrita (AHMED et al., 2017).Outro fato relevante encontrado foi que os escolares de 9 anos de idade levam mais tempo para escrever o alfabeto (tarefa 01) do que os demais grupos etários. Essa lentidão por parte dos mais velhos corrobora a literatura, que diz que para se fazer uso da escrita manual são necessárias as representações mnemônicas visuais de cada letra, o reconhecimento dos traços que compõem cada letra e a capacidade de reproduzir motoramente esses traços respeitando sua ordem e direção (SCHICKEDANZ, 1999), quando essas ainda não estão automatizadas pode haver uma velocidade reduzida na escrita desses escolares. CONCLUSÃO: Os resultados apontam que o procedimento elaborado pode ser eficaz para avaliar e caracterizar escrita manual, a habilidade percepto-viso-motora e a função motora fina dos escolares deste estudo, indicando que o mesmo possa vir a ser um instrumento de auxílio tanto para professores quanto para profissionais clínicos que atuem na área da educação.

Palavras-chaves: Avaliação. Escrita Manual. Medidas de avaliação.

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